sábado, 30 de dezembro de 2017

Bem vindo...

Tráz-nos, acima de tudo, saúde e muita  paz. O resto a gente corre atrás!

Feliz Ano Novo






terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Animais domésticos de outras épocas que perduram, ainda que dissimulados, nos dias de hoje!

Os pobrezinhos

por António Lobo Antunes

"Na minha família os animais domésticos não eram cães nem gatos nem pássaros; na minha família os animais domésticos eram pobres.

Cada uma das minhas tias tinha o seu pobre, pessoal e intransmissível, que vinha a casa dos meus avós uma vez por semana buscar, com um sorriso agradecido, a ração de roupa e comida.

Os pobres, para além de serem obviamente pobres (de preferência descalços, para poderem ser calçados pelos donos; de preferência rotos, para poderem vestir camisas velhas que se salvavam, desse modo, de um destino natural de esfregões; de preferência doentes a fim de receberem uma embalagem de aspirina), deviam possuir outras características imprescindíveis: irem à missa, baptizarem os filhos, não andarem bêbedos, e sobretudo, manterem-se orgulhosamente fiéis a quem pertenciam.

Parece que ainda estou a ver um homem de sumptuosos farrapos, parecido com o Tolstoi até na barba, responder, ofendido e soberbo, a uma prima distraída que insistia em oferecer-lhe uma camisola que nenhum de nós queria:

– Eu não sou o seu pobre; eu sou o pobre da menina Teresinha.

O plural de pobre não era "pobres". O plural de pobre era "esta gente".

No Natal e na Páscoa as tias reuniam-se em bando, armadas de fatias de bolo-rei, saquinhos de amêndoas e outras delícias equivalentes, e deslocavam-se piedosamente ao sítio onde os seus animais domésticos habitavam, isto é, um bairro de casas de madeira da periferia de Benfica, nas Pedralvas e junto à Estrada Militar, a fim de distribuírem, numa pompa de reis magos, peúgas de lã, cuecas, sandálias que não serviam a ninguém, pagelas de Nossa Senhora de Fátima e outras maravilhas de igual calibre.

Os pobres surgiam das suas barracas, alvoraçados e gratos, e as minhas tias preveniam-me logo, enxotando-os com as costas da mão:

– Não se chegue muito que esta gente tem piolhos.

Nessas alturas, e só nessas alturas, era permitido oferecer aos pobres dinheiro, presente sempre perigoso por correr o risco de ser gasto (- Esta gente, coitada, não tem noção do dinheiro) de forma de deletéria e irresponsável.

O pobre da minha Carlota, por exemplo, foi proibido de entrar na casa dos meus avós porque, quando ela lhe meteu dez tostões na palma recomendando, maternal, preocupada com a saúde do seu animal doméstico

– Agora veja lá, não gaste tudo em vinho

O atrevido lhe respondeu, malcriadíssimo:

– Não, minha senhora, vou comprar um Alfa-Romeu.

Os filhos dos pobres definiam-se por não irem à escola, serem magrinhos e morrerem muito. Ao perguntar as razões destas características insólitas foi-me dito com um encolher de ombros:

– O que é que o menino quer, esta gente é assim.

E eu entendi que ser pobre, mais do que um destino, era uma espécie de vocação, como ter jeito para jogar bridge ou para tocar piano.

Ao amor dos pobres presidiam duas criaturas do oratório da minha avó, uma em barro e outra em fotografia, que eram o padre Cruz e a Sãozinha, as quais dirigiam a caridade sob um crucifixo de mogno. O padre Cruz era um sujeito chupado, de batina, e a Sãozinha uma jovem cheia de medalhas, com um sorriso alcoviteiro de actriz de cinema das pastilhas elásticas, que me informaram ter oferecido exemplarmente a vida a Deus em troca da saúde dos pais.

A actriz bateu a bota, o pai ficou óptimo e, a partir da altura em que revelaram este milagre, tremia de pânico que a minha mãe, espirrando, me ordenasse

– Ora ofereça lá a vida que estou farta de me assoar, e eu fosse direitinho para o cemitério a fim de ela não ter de beber chás de limão.

Na minha ideia o padre Cruz e a Saõzinha eram casados, tanto mais que num boletim que a minha família assinava, chamado "Almanaque da Sãozinha", se narravam, em comunhão de bens, os milagres de ambos que consistiam geralmente em curas de paralíticos e vigésimos premiados, milagres inacreditavelmente acompanhados de odores dulcíssimos a incenso.

Tanto pobre, tanta Sãozinha e tanto cheiro irritavam-me. E creio que foi por essa época que principiei a olhar, com afecto crescente, uma gravura poeirenta atirada para o sótão que mostrava uma jubilosa multidão de pobres em torno da guilhotina onde cortavam a cabeça aos reis"


segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Que tal reflectir-mos sobre isto?

 "O tal do próximo e o nosso egoísmo 

“Ame o teu próximo como a ti mesmo”, disse Mateus. Todavia, quem é esse próximo? Apesar da abstração com qual os objetos da Bíblia estão envolvidos, o “amor” e o “próximo” de que fala a Escritura são coisas bem concretas. Do “amor” não temos dúvida, uma vez que amamos inclusive coisas odiáveis, como o dinheiro, por exemplo. Já a respeito do tal “próximo” não temos tanta certeza de quem ele é. Ao lermos a passagem bíblica resta a ideia de que esse próximo é um ser tão transcendente quanto Deus, afastado de nós por um universo inteiro. Porém, imanentemente, devemos entender que esse próximo é, como o significado da palavra diz, quem está próximo de nós.

Porém, de que forma amar o próximo como a si mesmo em um mundo no qual estamos, sete bilhões de pessoas, demasiadamente próximos uns dos outros? Antes, temos capacidade para amar, ou somente para desejar coisas para nós mesmos, como o dinheiro, todavia chamando indevidamente o nosso egoísmo hedonista de amor? Ou, ainda que tenhamos uma ideia adequada de amor, não conseguimos amar o próximo como a nós mesmos simplesmente porque não amamos a nós mesmos? Seria a nossa indiferença em relação ao próximo o cumprimento estrito do preceito de Mateus?

Pois bem, como, acima, a abstração bíblica foi criticada, eis um exemplo concreto. Eu estava caminhando pela movimentada Av. N. Sra. De Copacabana quando vi um homem muito velho, negro, imundo, com um pé bastante machucado, sentado no chão molhado da chuva e esticando a mão às pessoas que passavam, pedindo alguma coisa, a qual, nem as pessoas nem eu queríamos saber o que era. Três quarteirões depois, porém, eu não conseguia deixar de pensar naquele pobre senhor. Havia em mim vontade de ajudá-lo. Todavia, pensei eu, o que eu poderia fazer?

Na minha cabeça, ele precisava de, no mínimo, um prato de comida, um copo de café, um banho, roupas limpas, remédio para o seu pé machucado, uma casa até. Agora, como eu, sozinho, poderia resolver todos os problemas dele? Todavia, a ideia de que a felicidade toda dele dependia da minha ajuda só fez com que eu me alienasse da possibilidade de tentar ajudá-lo. Por isso eu, a exemplo das demais pessoas, fiz de conta que ele não estava ali. Mesmo assim, algo em mim que eu ainda não quero nomear fez-me dar meia volta e ir até ele para perguntar o que ele estava precisando.

Qual não foi a minha surpresa ao ouvi-lo dizer que queria apenas ajuda para levantar. Simples assim! Então, sem pestanejar, desvencilhei-me do imediato nojo que socialmente fui ensinados a ter de quem não toma banho e mora na rua e passei meus braços sob os dele para colocá-lo em pé. Ele sorriu, agradeceu e, apoiando-se num cabo de vassoura que fazias as vezes de bengala, seguiu seu rumo. Do mundo de necessidades que eu a priori achei que aquele senhor tinha, ideia todavia errada que só fez com que eu o ignorasse da primeira, aquele meu próximo estava apenas precisando levantar.

O “próximo”, que na Bíblia sempre me pareceu tão abstrato, mostrou-se absolutamente concreto e cognoscível. Além de estar fisicamente próximo –estar diante de mim e viver no mesmo bairro que eu-, o que já deveria ser suficiente para eu me importar com ele, quiçá amá-lo, o fato de eu não conseguir tirá-lo da cabeça alguns quarteirões depois deixou claro também quão metafisicamente próximo aquele próximo estava de mim. Então, dando-me conta dessa dupla proximidade, não foi nada difícil amá-lo como a mim mesmo, pois, caso eu quisesse apenas levantar e não pudesse, o amor de alguém por mim seria nada outro que uma ajuda para levantar-me.

Assim como aconteceu comigo, será que “amar o próximo como a si mesmo” só se concretiza mediante uma espécie de egoísmo? É para sermos amados pelos outros como eles amam a si mesmos que devemos amá-los como a nós mesmos? O nosso próximo só será amável na medida em que, do nosso lado, formos amados por ele enquanto o próximo dele? Agora, se não fôssemos intrinsecamente egoístas, se amássemos uns aos outros espontânea e naturalmente, Mateus precisaria ter cunhado o seu preceito?

Ora, se a natureza dotou-nos de amor próprio, e também do seu exagero, qual seja, o egoísmo, não é porque ela errou, mas porque não existiríamos sem esses afetos. Porém, se fôssemos absolutamente egoístas, desejando a ruína dos outros para que toda a natureza fosse só nossa, valeria a pena existir nessa satisfeita e abastada solidão? Obviamente não, pois a felicidade dos outros também constitui a nossa, assim como a nossa, a dos outros. Então, sem deixar de sermos egoístas, o que, creio eu, é impossível fora da ficção bíblica, esse afeto demasiado humano claramente reconhecido como amor próprio tem escondido em si a receita do amor ao próximo.

Aqui reencontramos o “pharmakon” grego, conceito que diz que a diferença entre veneno e remédio está na dose. Se o egoísmo nos aliena de amar o próximo, é porque sua dose está errada, e então é venenoso. Se, em troca, é capaz de levar-nos a tal amor, sua dose está certa, e aí nosso egoísmo é remédio. Como disse o filósofo Spinoza, nada há na natureza que, em si, seja bom ou mau. Somos nós que fazemos com que as coisas e os afetos recebam esses predicados. A prova está em que as mesmas coisas são boas para uns e más para outros. Sendo assim, tampouco do egoísmo e do amor pode ser dito que são bons ou maus em si mesmos. Antes, suas bondades ou maldades são aquilo que fazemos deles.

Desse modo, se o bem e o mal são produções exclusivas humanas, todavia a partir de coisas e afetos que existem natureza, mas que, nela, não são nem boas nem más, cabe a nós sermos demiurgos virtuosos e fazermos com que as nossas coisas e os nossos afetos, como, por exemplo, o egoísmo e a sua cria mais famosa, qual seja, a alienação acerca das carências dos nossos próximos, possam ser bons para nós, e não apenas maus.

Sumamente, não precisamos de um Deus para dar o que nos falta, como se o bem e a virtude jazessem nalgum céu árduo de alcançar. Basta um de nós, todavia apelidado de apóstolo, para lembrar-nos de que o amor próprio pode e deve ser convertido em amor ao próximo. Isso porque temos em nós todo o amor de que nós e os outros precisamos. Da mesma forma -e isso é mais difícil de entender- temos todos o egoísmo de que também precisamos, seja para seguirmos existindo diante do egoísmo dos outros, seja para sermos amados egoisticamente pelo amor próprio dos outros, uma vez que, como disse o Poeta, “é impossível ser feliz sozinho”. Ou seja, a nossa felicidade precisa da felicidade do nosso próximo."


Continuação de Boas Festas 


quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Fazer do Natal o que ele realmente representa!

O maior poeta português num dos seus poemas diz que "quando Deus quer, o homem sonha e a obra nasce". 
Cláudio Gil sonhou, criou e fez nascer o projecto Filhos do desespero  e com ele, ajudar através da maior organização de ajuda humanitária,  a UNICEF, aqueles que mais precisam  que são  as vitimas das maiores tragédias da humanidade, provocadas pela ganancia e fúria do homem sem coração, cada vez mais em maior numero neste pequeno planeta à deriva no universo!

Mas neste pequeno planeta  também existem os que tem coração, e é para esses que são dirigidas estas palavras -  que o espírito natalício   invada os vossos corações   e tomem consciência da importância deste projecto e no impacto que a pequena quantia de 10€ pode fazer na vida de um inocente  a quem a guerra lhes tira TUDO!

Ajudem, divulguem e partilhem fazendo do Natal o que ele realmente representa!

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

E o céu continua a receber estrelas...

 ... e nós mais tristes sem elas por cá :(

R.I.P. Zé Pedro e obrigada pelos fantásticos concertos  que nos destes!





Lembro-me do exacto momento. 
Revejo-o vezes sem conta. 
Sei-o de cor como se de um filme se tratasse. 
Está gravado na minha memória.
Ainda o sinto em mim.
E tu? Ainda te lembras?
(Rita Leston)

terça-feira, 14 de novembro de 2017

sábado, 28 de outubro de 2017

O OVO DA SERPENTE

Não deixa de ser estranho que depois dos acontecimentos trágicos de Pedrogão Grande até às eleições autárquicas, houve uma calmaria nos incêndios, apesar de o verão ter continuado quente e seco. Uma semana depois das eleições assistimos a um dos maiores ataques terroristas de que há memória neste país! Coincidência? Não me parece e muito menos após os acontecimentos políticos destas ultimas duas semanas!

Felizmente que ainda existem vozes lúcidas e corajosos que nos elucidam, como esta do  texto abaixo, que partilho tal  e qual como o recebi.


TESE SOBRE OS INCÊNDIOS ASSINADA POR: CARLOS BARRADAS - GENERAL DA FORÇA AÉREA NA RESERVA

 "Começa a ser muito difícil olhar para estes fogos como se fossem todos eles produto de causas naturais ou de incendiários loucos ou doentes. A coisa tem, inclusivamente, contornos demasiado odiosos para ser obra do chamado lobby dos fogos. Não, por mim deixei de ter dúvidas, isto faz-me lembrar os incêndios às sedes de partidos políticos por esse país fora (sobretudo a Norte, também), no Verão quente de 1975, com o intuito de enfraquecer e derrubar o poder político da época. Repito: não tenho hoje grandes dúvidas que estes fogos são obra de gente a soldo de quem está interessado em derrubar este poder político. Não sejam ingénuos, as pessoas são extremamente activas nestas actividades, sobretudo quando não lhes restam grandes alternativas no plano da luta política. Se assim for, não há que fugir ao desafio: os serviços de informação da República têm que cumprir o seu dever, o esforço de pesquisa deve ser orientado para a detecção dos interesses que enunciei, as forças de segurança, com a colaboração das forças militares, devem manter um dispositivo permanente de vigilância orientado pelas informações que forem recolhidas. Há que lidar com este inimigo implacável de uma forma igualmente implacável.
Se o leitor ainda achar que estou a exagerar, note apenas o seguinte: este fim de semana, atendendo à chuva prevista para os próximos dias e à chegada de tempos mais húmidos e com menores temperaturas, era a ultima oportunidade de provocar danos físicos graves e, eventualmente, danos políticos na "geringonça" ... Viu-se o que aconteceu, acha o leitor que foi apenas coincidência?
E então, vamos continuar a fingir que todos estes fogos não são acções inimigas do actual poder político? Vamos continuar a ter medo de chamar os bois pelo nome?

E esta hem ????

Hernâni Carvalho mostra engenho utilizado para atear fogos
O jornalista Hernani Carvalho teve acesso a um engenho incendiário que lhe foi entregue por uma senhora que o viu a cair do céu e o conseguiu recuperar,…
Incêndio florestal deixa de ser "crime de investigação prioritária"
Sandra Machado Soares, Rui Magalhães - RTP
13 Ago, 2015, 13:41 | Política

Incêndio florestal deixa de ser "crime de investigação prioritária. Decidido pelo governo PSD/CDS em 13.08.2015 e aprovado pela maioria PSD/CDS na Assembleia da República. Esta decisão contraria o parecer emitido pela Procuradora Geral da República..
ESTÁ ESCLARECIDO PORQUE O PINHAL DE LEIRIA ARDEU ?

O anterior governo, com Passos Coelho como primeiro-ministro e Assunção Cristas como ministra das Florestas, cortou o orçamento do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) em um quarto, entre 2011 e 2015.

Do que me não conseguem desconvencer

No Domingo passado, logo pela manhã – ainda não estavam deflagrados os 530 incêndios do dia – já assistia a um clamor de “demita-se a Ministra, demita-se o Governo!”. Estava muito longe de Portugal… e, ainda assim, ele chegou-me. Claramente.

Cedo demais. Foram com muita sede ao pote. Foi, talvez, a única descoordenação desse dia: a máquina estava pronta para:

1) deitar fogo ao País;
2) criar uma situação de catástrofe inelutável e inevitável;
3) clamar a queda do Governo em função disso. Mas ter começado o passo 3 antes dos outros dois estarem em pleno andamento traiu as inconfessáveis intenções dos facínoras.
530 incêndios em menos de 12 horas – demos de barato, 24 horas. São mais de 20 incêndios por hora… Não lembra ao Diabo – talvez lembre aos seus seguidores.

530 incêndios… não se trata de uma catástrofe natural, como a erupção de um vulcão ou um tremor de terra, ou algo semelhante: 530 incêndios são fogo posto, com uma precisão cronométrica, com uma rede montada como uma operação militar e com uma intenção (evidente no tal clamor que começou cedo demais).

530 incêndios são um puro acto de terrorismo, equivalente à colocação de uma bomba numa estação ferroviária, uma outra num aeroporto, outras em postes de alta tensão… ou algo de semelhante. E assim devem ser tratados. Nem mais, nem menos.

Nenhum País, por mais evoluído tecnologicamente e por mais meios de que disponho (humanos e materiais) enfrenta semelhante ataque sem perdas e sem mortos. O ataque foi concebido e executado exactamente para haver vítimas – sem elas o tal clamor (que pecou por precoce, qual adolescente excessivamente entusiasmado e que se não contém…) não colheria. As vítimas fazem parte do plano, que exige apenas uma coisa simples: a queda do Governo.

Poder-se-à argumentar que houve toda a casta de falhas possível e imaginável – mas, mesmo que não tivesse havido, mesmo que tudo tivesse corrido da melhor forma, sem falhas, teria havido mortes. Menos, eventualmente. Mas o clamor teria sido o mesmo – porque o ataque no terreno e a campanha de opinião pública estavam preparados em uníssono.

Trata-se – disso estou convencido – do maior ataque terrorista jamais ocorrido em Portugal, mesmo considerando as acções – todo o tempo de acções – do MDLP e do ELP em conjunto.

O que o Senhor Presidente da República veio fazer, das duas, uma: ou é de uma ingenuidade/precipitação suprema, ou tem pérfidas intenções por detrás. O tempo o dirá: se não teremos um novo golpe de estado constitucional, ao jeito do de Jorge Sampaio. A Direita continua sedenta de vingança e, pelos vistos, não olha a meios nem tem nenhum escrúpulo nem ético nem moral.
Carlos Barradas."


imagem google

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Ouvi hoje...

...pela primeira vez e gostei muito, tanto que vem para aqui onde só partilho musica que gosto.

The Code uma banda dos Açores com muita qualidade, apreciem :)

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

"O Fogo que arde em Lisboa"

"Arde na capital uma fogueira que projeta focos de incêndio país fora. Cresce desde a tragédia de Pedrógão Grande e ganhou fulgor este fim de semana.
Os incendiários espalham teses. De que há uma máfia terrorista do fogo no país. De que o Governo deixa. De que a classe política ganha com isso. De que há interesses.
Quer-se sacrificar alguém. A Ministra? O Governo todo, se possível!
Só não se quer pensar.
O fogo que arde em Lisboa só arde em Lisboa porque só Lisboa é que não ardeu.
Aproveita-se da ignorância e da impotência. Do choque. Do horror.
O fogo que arde em Lisboa, nas redações dos principais jornais, revistas e televisões do país, propaga-se na voz de gente que já não sai de Lisboa. Que não conhece o país. Que não tem qualquer ligação ou empatia com o modo de vida rural, com as suas práticas. Mas que dirige os principais meios de comunicação do país.
E tem a ajuda dos idiotas úteis que se vieram embora das terras, do campo e hoje vivem nas capitais ou nas periferias, desprezando a vida que os seus pais e avós tiveram. Que lhes permitiu estudar, viajar, ver outros mundos e ter, hoje, uma vida com qualidade, mas em contexto urbano.
Por isso alinham nas manifestações silenciosas contra nada. Nas partilhas de vídeos virais. Por isso clamam que se faça algo, quando não querem fazer coisa nenhuma. Nem eles, nem os incendiários que eles respeitam, cujas palavras disseminam aos quatro ventos.
Os incendiários, claro, querem cabeças a rolar. São os mesmo que defenderam a entrada da Troika, as privatizações, a estabilidade do BES ou do BPN, o benefício das autoestradas, o fim do Estado Gordo, os cortes no número de funcionários públicos em escolas, hospitais, repartições de finanças ou segurança social, que viveram a expensas das PTs e hoje passeiam à conta das EDPs.
São os mesmos que escarnecem das lutas de ambientalistas e ativistas. Que se riem de quem tenta falar contra os esquemas das barragens inúteis que vão destruir os nossos rios e encarecer a fatura da eletricidade; que se riram quando houve oposição ao fecho de linhas de caminho de ferro no Tua, no Corgo, no Tâmega, por esse Alentejo fora; que se riem quando se fala em Proteção da Natureza; que acham bem que se tenha acabado com Guardas Florestais e Guarda Rios; que ignoram as lutas contra a exploração de gás natural e petróleo; que propagam os mitos da agricultura intensiva, de um Alqueva em cada esquina ou de um fábrica de pasta de papel em cada região.
São os mesmos que bloqueiam ou censuram os poucos jornalistas que se especializaram em questões de Ambiente. Que não lhes dão espaço, nem tempo para escrever. Que se riem das suas propostas e, quando os deixam trabalhar, lhes dizem que o ângulo tem de ser mais apelativo, falar de casos de sucesso, de empreendedorismo, de mudar de vida, de famílias vintage.
Por isso, ignoram os ciclos naturais, as dinâmicas agro-pastorícias e florestais. Não sabem que o fogo faz parte da vida do campo. Não sabem que o país que ainda não ardeu anda por estes dias a apanhar azeitona. E que desse ritual faz parte, muitas vezes, podar ramas e pernadas das oliveiras. E queimá-las. Ali mesmo, nos terrenos. Porque o pão já não se faz todas as semanas no forna a lenha. Porque já não há camas de animais para fazer com essas sobras. Porque muitos desses terrenos continuam a ser semi-cultivados por gente que já não mora nessas terras e lá vai apenas aos fins de semana. Ou por gente velha, abandonada ou simplesmente entregue ao seu dia-a-dia e ao que há para se fazer. E há que limpar os terrenos. Há que queimar.
Os incendiários que hoje projetam as suas farpas incandescentes pelos ecrãs não querem discutir o país.
Não querem saber se a gestão dos Parques Naturais vais ser desmantelada e entregue às Câmaras e aos mais paroquiais caciques; fazem por ignorar que todos os dias os gabinetes dos Ministérios da Agricultura e do Ambiente abrem exceções à integridade da Reserva Agrícola Nacional e da Reserva Ecológica Nacional, permitindo que se construa em todo o lado; não fiscalizam, nem investigam o trabalho da Agência Portuguesa do Ambiente ou das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional – onde mora o verdadeiro Poder do país, o que molda o território, que autoriza ou chumba todo e qualquer investimento e atividade económica fora dos núcleos urbanos, toda e qualquer exploração de recursos; não querem saber se o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas há anos que não tem vigilantes, meios ou orçamento para tratar das Áreas Protegidas; estão-se marimbando para as alterações climáticas, que não explicam, não querem explicar, nem entendem.
Os incendiários o que não querem é os seus Turismos Rurais queimados. A suas reservas de caça afetadas. Os seus caminhos para as aldeias e vilas pitorescas – de onde muitos, na verdade, são originários – cobertos de preto e cinza. Porque é desagradável.
Porque incomoda a narrativa daquelas reportagens bafientas de verão sobre as tradições do Interior: os queijinhos, os enchidinhos, o cabritinho, as senhoras de bigode, os velhos bêbedos barrigudos de samarra.
E, acima de tudo, porque obrigava a ir conhecer o país, as suas contradições, o seu analfabetismo e iliteracia, o seu atraso. Mas também as suas realizações, acima e apesar das falhas do Estado, que há muito não existe para quem vive longe do mar.
Já os idiotas úteis não querem pensar. Porque os obrigava a calarem-se antes de cuspir tudo e um par de botas nas redes sociais. E porque isso é pouco instagramável.
Obrigava a pensar se querem mesmo pagar com os seus impostos o Estado que têm exigido ao longo deste verão e outono. Se querem pagar um corpo nacional de bombeiros profissionais – o voluntariado é muito bonito, mas não chega; um Serviço Nacional de Proteção das Florestas e Rios; se aceitam financiar o Estado para que este pague a pessoas para viverem e cuidarem das nossas serras e montes, Interior fora, onde os da cidade não querem viver, nem fazer agricultura, nem cuidar das florestas, nem criar gado; se aceitam que mais Estado é igual a mais funcionários públicos; se aceitam que a propriedade intocável tem de acabar e estão dispostos a abdicar de “ter” ao abandono a sua terra, a sua casa, a courela perdida não se sabe onde, para que alguém – seja o Estado ou o vizinho – cuide dela; se aceitam que o Estado pague a reflorestação de milhares de hectares privados ardidos; se estão dispostos a perceber que este “mais Estado” custa o dinheiro que estamos a torrar numa dívida impagável. E que negar discutir a dívida e o seu pagamento é continuar em dívida. E a arder.
Acima de tudo, se estão dispostos a meter as mãos na empreitada que é construir este País. Que não poderá ser feito só pelos outros, pelos partidos, pelos políticos profissionais de sempre.
O fogo que arde em Lisboa é só fogo de vista. Quem dá para esta fogueira, não quer pensar, nem fazer. Quer fogo de artificio.
E de fogos, está o país farto. E queimado.

Texto por Pedro Santos
Foto de João Pacheco/Moveast @ moveast.me "


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

EM MEMÓRIA DE TODOS NÓS!

Gostava que o meu regresso a este cantinho, após ausência prolongada, fosse por outras razões, mas infelizmente não é :(

O inferno que se vive neste país já ultrapassou TUDO o que a minha capacidade de compreensão pode alcançar!

Não é a primeira vez que Portugal atinge secas extremas e semelhante a esta, dizem os registos, foi na década de 40 mas não há registos de uma calamidade desta dimensão! 

Quando as calamidades são provocadas pelas forças da natureza, nada podemos fazer e temos de resignarmos-nos a ela, mas quando estas são provocadas pela GANÂNCIA e MALDADE do ser humano aí o caso já muda de figura e não podemos ficar impávidos e serenos perante tamanha tragédia! Os GRANDES CULPADOS (que são muitos) têm de ser PUNIDOS SEVERAMENTE!

São, já mais de 90, as vidas que se perderam nos incêndios deste ano e o número tende a crescer! 
São, milhares e milhares de hectares de floresta ardida!
São, aos milhares, os animais que pereceram (domésticos e selvagens)! 
São, aos milhões, os prejuízos de famílias e empresas!

Para além destes, são ainda as grandes consequências de saúde pública que iremos ter no futuro: o dióxido e monóxido de carbono respirado por todos que estão expostos aos incêndios que trarão grandes sequelas a curto e sobretudo a longo prazo.

Os lençóis freáticos e as barragens, que nos abastecem de água a todos, que ficarão completamente contaminados logo que as primeiras chuvas comecem a cair e para completar, a falta de oxigénio, imprescindível à nossa saúde, que era produzido pelas florestas que deixaram de existir!

Os custos, de tudo isto, vai sair dos nossos bolsos e não vão ser nada amigáveis na hora de cobrar a factura! Seja da água, porque purificá-la, vai sair muito caro; seja da electricidade, porque repor todas as estruturas de energia eléctrica saí caro; seja a alimentação - porque os produtores não só já tiveram prejuízos com a seca extrema como também foram muitos os que perderam as produções pelos incêndios, já para não falar nos lacticínios, carne etc e tudo o que se importa a factura é paga por todos nós - sobretudo a factura da falta de saúde porque essa não há dinheiro que a pague!

Pelo nosso FUTURO e das gerações vindouras, NÃO PODEMOS PERMITIR que calamidades destas continuem a acontecer e temos EXIGIR MEDIDAS a começar pela punição severa dos cérebros TERRORISTAS que desencadearam esta tragédia e todos nós sabemos, que quem está por trás disto não são aqueles que vão para o terreno atear o fogo, esses apenas o fazem por meia dúzia de tostões para sustentar vícios!

BASTA de sacudirmos a água do capote porque isto diz respeito a todos nós e enquanto DEIXARMOS que os discursos políticos fiquem por isso mesmo, então a maior culpa destas tragédias passam a ser de TODOS NÓS!


Deixo as minhas maiores condolências a todos aqueles que perderam os seus ente-queridos nesta calamidade!

Imagem retirada do google

terça-feira, 4 de julho de 2017


Ser anjo no mundo de hoje não significa outra coisa senão trazer a luz da diferença.
(P. Fábio Melo)


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Todos os desejos são contraditórios como o do alimento. Gostaria que aquele que amo me amasse. 
Mas se ele me for totalmente dedicado, deixa de existir, e eu deixo de o amar. E enquanto não me for totalmente dedicado, não me amará o suficiente. Fome e saciedade. O desejo é mau e ilusório, mas, no entanto, sem o desejo não esquadrinharíamos o verdadeiro absoluto, o verdadeiro ilimitado. É preciso ter passado por isto. Infelizes os seres a quem o cansaço subtrai esta energia suplementar que é a fonte do desejo. Infeliz, também, aquele a quem o desejo cega. É preciso arrastar o desejo até ao eixo dos pólos.
(Simone Weil, in - A Gravidade e a Graça )
 
R.I.P


                                                                                  imagem google

quarta-feira, 28 de junho de 2017

The day after



- 3 Canais de televisão

- Todas as rádios portuguesas

- 25 Artistas em palco

- 1 Presidente da república

- Incontáveis figuras públicas 

- Milhões de telespectadores 

- 1 153 000,00€ para as vítimas do incêndio de Pedrogão Grande


E o protagonismo, deste que foi o maior evento de solidariedade jamais realizado em Portugal, foi todo para o gás do intestino do Salvador Sobral que resolveu sair-lhe pela boca!


segunda-feira, 26 de junho de 2017

Excelente descrição!

"Neste momento, é óbvio para todos que a culpa do estado a que chegou o ensino é (sem querer apontar dedos) dos professores. Só pode ser deles, aliás. Os alunos estão lá a contragosto, por isso não contam. O ministério muda quase todos os anos, por isso conta ainda menos. Os únicos que se mantêm tempo suficiente no sistema são os professores. Pelo menos os que vão conseguindo escapar com vida.

É evidente que a culpa é deles. E, ao contrário do que costuma acontecer nesta coluna, esta não é uma acusação gratuita. Há razões objectivas para que os culpados sejam os professores. Reparem: quando falamos de professores, estamos a falar de pessoas que escolheram uma profissão em que ganham mal, não sabem onde vão ser colocados no ano seguinte e todos os dias arriscam levar um banano de um aluno ou de qualquer um dos seus familiares. O que é que esta gente pode ensinar às nossas crianças? Se eles possuíssem algum tipo de sabedoria, tê-Ia-iam usado em proveito próprio. É sensato entregar a educação dos nossos filhos a pessoas com esta capacidade de discernimento? Parece-me claro que não.

A menos que não se trate de falta de juízo mas sim de amor ao sofrimento.
O que não posso dizer que me deixe mais tranquilo. Esta gente opta por passar a vida a andar de terra em terra, a fazer contas ao dinheiro e a ensinar o Teorema de Pitágoras a delinquentes que lhes querem bater. Sem nenhum desprimor para com as depravações sexuais -até porque sofro de quase todas -, não sei se o Ministério da Educação devia incentivar este contacto entre crianças e adultos masoquistas.

Ser professor, hoje, não é uma vocação; é uma perversão. Antigamente, havia as escolas C+S;hoje, caminhamos para o modelo de escola S/M. Havia os professores sádicos, que espancavam alunos; agora o há os professores masoquistas, que são espancados por eles. Tomando sempre novas qualidades, este mundo.

Eu digo-vos que grupo de pessoas produzia excelentes professores: o povo cigano.
Já estão habituados ao nomadismo e têm fama de se desenvencilhar bem das escaramuças. Queria ver quantos papás fanfarrões dos subúrbios iam pedir explicações a estes professores. Um cigano em cada escola, é a minha proposta.
Já em relação a estes professores que têm sido agredidos, tenho menos esperança.

Gente que ensina selvagens filhos de selvagens e, depois de ser agredida, não sabe guiar a polícia até à árvore em que os agressores vivem, claramente, não está preparada para o mundo."

(Ricardo Araújo Pereira)

                              
imagem google

quarta-feira, 21 de junho de 2017

domingo, 18 de junho de 2017

Em memória das vítimas de Pedrogão Grande

Há um ano atrás, publiquei aqui uma  petição, com a finalidade de juntar as 4000 assinaturas necessárias, para que pudessem ser levadas à Assembleia da Republica, as propostas nela apresentadas para discussão e posterior legislação por um Portugal sem incêndios.

Infelizmente esta petição esteve longe, muito longe, de atingir o objectivo e é triste verificar que nas redes sociais se assina tudo e mais alguma coisa sem interesse nenhum e quando se trata de assuntos sérios e em prol do bem comum todos viram as costas!

Se esta petição tivesse atingido o objetivo provavelmente, hoje, não estaríamos a chorar a perda das 62 vítimas que esta noite perderam a vida da forma mais hedionda que   possamos imaginar!
Provavelmente, hoje, as 150 famílias que ficaram desalojadas estariam nas suas casas a confraternizar com as suas famílias!
Provavelmente, hoje, apesar das temperaturas elevadas e das condições climatéricas propicias a incêndios estes seriam diminutos e fáceis de controlar!

Não adiantam Lutos Nacionais porque estes nada resolvem! Resolve sim se,  NÓS CIDADÃOS,   OBRIGAR-MOS  os nossos governantes a tomarem medidas claras e objectivas quanto à prevenção e combate a incêndios que se agravam ano após ano e as CONSEQUÊNCIAS TAMBÉM! 

Por isso vos peço, EM MEMÓRIA DE TODAS AS VITIMAS DOS INCÊNDIOS, façam o favor de assinar e divulgar esta petição para que imagens destas sejam, apenas e só, uma má memória e não se tornem  uma realidade constante! Isto pode acontecer a qualquer um de nós que circula pelas estradas deste país...

imagem retirada da web


quarta-feira, 14 de junho de 2017

Julgava eu …


…que Portugal, apesar de ser um país da UE, estava ainda longe dos países do 1º mundo como Alemanha, França, Reino Unido etc!

Londres é uma das capitais do chamado 1º mundo.

Na década de 90 assisti a um incêndio, numa torre de 15 andares de habitação social, com 6 apartamentos por piso. O incêndio, ocorreu num apartamento de 5 assoalhadas que se situava no 4º andar. Nesse edifício, o piso destes apartamentos, eram todos revestidos a  alcatifa, matéria altamente inflamável. As chamas brotavam de todas as janelas derretendo o alumínio das mesmas e tudo o que estava naquele apartamento virou cinza. Os andares de cima e os do mesmo piso apenas sofreram as consequências do excesso de fumo mas nada mais ardeu!

Tenho familiares que continuam a morar nessa mesma torre. Ainda hoje em conversa com um deles  me dizia , que as inspecções por parte das entidades competentes são periódicas principalmente ao gás que é canalizado e que todos naquele edifício, apesar de já ter 30 anos, se sentem seguros.

Também todos se devem lembrar, de há uns anos atrás, daquela explosão num dos apartamentos numa torre em Setúbal, que dada a violência da explosão alguns apartamentos ficaram danificados….mas a torre continuou de pé e a maioria dos habitantes com os seu haveres intactos!

Fico incrédula, como é que numa capital europeia como Londres, que numa Torre de 27 andares, que por si só já devem ser redobradas as inspecções aos níveis de segurança, tenham sido efectuadas obras de remodelação sem que tenham sido inspeccionadas! E mesmo havendo queixas e receios por parte dos moradores quanto à segurança do edifício, até as autoridades competentes se marimbaram para o assunto! 



Afinal , apesar dos pesares, Portugal  é que é um  país de 1º mundo e o resto é apenas paisagem!


segunda-feira, 12 de junho de 2017

sábado, 3 de junho de 2017


"A música oferece às paixões o meio de obter prazer delas."
(Friedrich Nietzsche)

segunda-feira, 22 de maio de 2017

sábado, 20 de maio de 2017

Design inteligente

A humanidade poderá nunca vir a decifrar todo o nosso código genético, mas a certeza que por detrás dele existe um Criador, essa é inegável!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

E não é...

...que descobri por acaso como ter duas contas gmail abertas ao mesmo tempo no Chrome?!
Fantástico!


"Em certa idade, quer pela astúcia quer por amor próprio,
as coisas que mais desejamos são as que fingimos não desejar."
(Marcel Proust)

terça-feira, 16 de maio de 2017

domingo, 14 de maio de 2017

Rescaldo do fim-de-semana...

...histórico para Portugal!

A globalização iniciada pelos portugueses há 600 anos atrás atingiu, neste fim-de-semana, o seu zenith!

Portugal foi o país mais falado no mundo inteiro!

Primeiro pela visita do Papa às comemorações do centenário das aparições de Fátima.

Depois, o Tetra do maior clube do mundo onde as comemorações se estendem aos 5 continentes!

E finalmente a tão ambicionada vitória da Eurovisão que superou tudo e todos!


Se hoje avaliassem qual o povo mais feliz do mundo o resultado seriam os portugueses!

Então que a felicidade perdure  :) 
Boa semana 



I'M SO HAPPY :)

Há dois post atrás fiz um pouco de futurologia...e as previsões confirmaram-se!

Portugal, está de facto na moda, e hoje isso ficou bem provado com  a vitória esmagadora  de Salvador Sobral! 

Repito a imagem   com as devidas alterações e sim, estou, mesmo, muito feliz com esta vitória :)





quarta-feira, 10 de maio de 2017

Perguntas pertinentes e não só.


Se no festival da eurovisão participam países de 3 continentes (Europa, Ásia e Oceânia) porque não entram também países da África e da América?

Não faria mais sentido o festival chamar-se Mundovisão em vez de Eurovisão?

E porque os países que não têm a língua oficial inglesa, não são “obrigados” a participar na sua própria língua?

Sobre a eliminatória de ontem (que por acaso vi) tiro o chapéu a Portugal embora não faça parte dos fãs de “amar pelos dois”! Primeiro porque foi o único país (e nunca fugiu à regra) a cantar na sua própria língua! Acredito, que dos que lá estavam, não contando com os portugueses obviamente e dos espanhóis, não tenham percebido a letra da música cantada por Salvador, salvo se esta já tenha sido traduzida para outras línguas, mas vimos que enquanto Salvador cantava toda a sala se silenciou para ouvi-lo! Então qual é a necessidade de todos os outros 17 países cantarem em Inglês?!

Como já referi não sou fã da canção que representa Portugal, mas não é por isso que não deixo de a apoiar  e ficaria muito feliz que se concretizem todas as previsões que estão à volta da canção portuguesa!

Sábado é 13 de Maio, para nós portugueses uma data importante, a canção é interpretada pelo Salvador…e Portugal até está na moda!  Estão, por isso,  reunidas todas as condições para um pouco de futurologia representada na imagem deste post :) 


domingo, 7 de maio de 2017

terça-feira, 2 de maio de 2017

segunda-feira, 1 de maio de 2017


Se a gente quiser modificar alguma coisa, é pelas crianças que devemos começar.
 Devemos respeitar e educar nossas crianças para que o futuro das nações e do planeta seja digno.
(Ayrton Senna)



quarta-feira, 26 de abril de 2017

Lindíssima versão...

...esta de "Chuva" tocada pela violinista Katrin Wettin que tem  uma série de covers de musica portuguesa!

terça-feira, 25 de abril de 2017

segunda-feira, 24 de abril de 2017

É também por isto...

...que abraço esta causa !

 
VID-20170326-WA0061 from BeijoMolhado on Vimeo.

"A criança gozará de protecão especial e disporá de oportunidade e serviços a serem estabelecidos em lei e por outros meios, de modo que possa desenvolver-se física, mental, moral, espiritual e socialmente de forma saudável e normal, assim como em condições de liberdade e dignidade"
(in-Declaração Universal dos Direitos das Crianças)








quarta-feira, 19 de abril de 2017

Uma verdade cada vez mais difícil de contestar!

"Há sinais de que Alá garantirá a vitoria ao Islão na Europa sem espadas, sem armas, sem conquistas. Não precisamos de terroristas ou bombas homicidas. Os mais de 50 milhões de muçulmanos na Europa a transformarão num continente islâmico em poucas décadas." 
(Muamar Kadafi)


 
Um novo Continente from BeijoMolhado on Vimeo.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Pssssstt....

... é só para avisar que hoje é o meu dia*  ;)





*ou achavam que este barraco não tinha um dia comemorativo, hein?

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Porque todos se merecem!

“Estavam 23 finalistas num quarto de hotel em Espanha a ver televisão e a beber chá, como é normal acontecer nestas ocasiões. De repente a televisão, talvez por causa do pó, começa a sobreaquecer e a deitar fumo. O grupo de finalistas, preocupado, divide-se: uns vão buscar extintores ao corredor e disparam-nos, enquanto outros pegam na televisão e levam-na, naturalmente, para a banheira, para lhe darem um duche frio que a ajude a arrefecer. Com a azáfama que se gerou, o bule do chá entorna-se em cima da cama, molhando o colchão. Os estudantes, mais uma vez preocupados, atiram o colchão pela janela para que possa secar ao sol durante todo o dia seguinte.
Mas as pessoas gostam é de dizer mal.”


No meu tempo de estudante os meus pais diziam-me “se chumbares levas no focinho portanto já sabes qual é a tua obrigação!”

Passar de ano era (e continua a ser) a obrigação de qualquer aluno! E hoje, mais do que nunca, porque no meu tempo a nossa função não era só estudar (na altura o trabalho infantil era uma realidade e sem penalizações)!

Fico estupefacta com estas viagens de finalistas, patrocinadas por pais, que muito provavelmente, ao longo do ano se queixam dos custos gastos com a educação dos filhos nos materiais escolares. Mas ,como os filhos até "fizeram o favor" de terminar o ano, vai de compensá-los porque, tadinhos, eles merecem por todo o “esforço” que fizeram para acabar o secundário e nada melhor do que presenteá-los com 500€ numa viagem bem regada a álcool!

Os efeitos colaterais do consumo de álcool excessivo nos filhos, isso é uma preocupação que nem passa pela cabeça destes pais. Pois o importante mesmo é que os filhos se divirtam bastante porque, tadinhos, merecem todo o esforço que fizeram em terminar o ensino obrigatório e estas viagens estão na moda e as modas são para ser seguidas!

É claro, que os operadores turísticos viram nestes jovens patrocinados pelos pais, um filão de ouro garantido! Portanto todos se merecem!





sexta-feira, 7 de abril de 2017

Chegas e outra vez a vida. 
Amo-te para sobreviver ao que não é amar-te. 
(Pedro Chagas Freitas  in -Prometo Perder)


quarta-feira, 29 de março de 2017

Lembram-se...

...de Cecilia Giménez?

Na Madeira existe o seu congénere :))))) ...

... e a avaliar pelo sucesso que ela teve quando restaurou Ecce Homo, Emanuel  Santos vai ser, com certeza, um escultor famoso!





(acreditem, até estou com dores nas costas de tanto rir quando vi a foto da escultura)

sexta-feira, 24 de março de 2017

Não resisti em partilhar...

...esta "relíquia" que me chegou por mail :))
 Bom fim-de-semana :)


"CARTA ABERTA AO JEROEN DIJLESBOING (ou lá como é...)

Caro Sinhor, sou um cidadom europeu, do Puorto, o tal que foi eleito "Béste Déstineixion 2016", mas in antes tamvém já tinhamos o mesmo galardom em 2012 e 2014... portantanto nada de nobo!
Mas diga lá uma coisa: bocê já cá beio??? Já sei: num pode bir porque estaba a fazer o Mestrado ... aquele que disseram que bai-se a ber e afinal num tinha!
Mas benha, carago! Bocês in antes de dizer essas tangas debeis bir cá e fazer tipo uma rota das tascas e da noite! Era a mêma coisa que dizer "ai e tal os países do centro da europa que até alguns diz que bibe abaixo do níbel do mar, num pode gastar o guito em tulipas, batatas fritas e festibais da canção e depois aumentar os juros dos empréstimos dos países que têm a melhor pomada e as gaijas mais boas (digo-lhe, meu amigo, que bocê armou um giga do carago em Ermesinde...)! Quer, dezer nós aqui no sul (mas cuidado... se bocê bier ó Puorto num diga que somos do sul... senão leba um enxerto que até lhe introduzem um doutoramento na mona em 3 tempos...)
Bocê sabe o que é o presunto da "Badalhoca"? ... atençom: num tamos a falar de ninguém do centro da europa! É o nome duma tasca! Bocê já bebeu um tinto do Douro, num bou falar do Barca Belha pra num fazer puvlicidade... ou até uma Super Bock? Bocê sabe o são Tripas á moda do Puorto?? Num seja murcom, carago! Benha cá!!! Bocê já biu o nosso mulherio todo produzido na noite??? Já as biu ó sol na Foz??? Aton cale-se, carago!
Cum a milhor comida do mundo e as mulheres mais jeitosas, querem que o pobo gaste em quê??? Produtos tóxicos dos Bancos que faliram e que bocês num fizeram a ponta dum corno pra ebitar? Certicados de aforro que num bale um carago? 
Deixe-se de tangas!!! Benha cá que depois de ir ber a náite bocê apanha uma cardina e isso passa-lhe!!! Eu até acho cajente gasta pouco nisso! Já agora: o que é para si gastar o guito em mulheres??? Bocê conhece o Bloco de Isquerda num conhece? Para já: eles bão-se passar! Aton e a malta que é abstémica e num gosta de mulheres??? Esses som poupados por natureza? É desses que bocês gostam? A díbida de Portugal num conta coeles??? Antes de avrir essa boca, carago, veja com quem fala!!! Nós num somos os ingleses que se põem a bulir mal cheira a granel!!! Ponha-se fino, murcom do carago!!!!
(texto escrito com o acordo ortográfico do Porto)


Foto retirada do google