sexta-feira, 29 de maio de 2015

Pensamento do dia #4

...e de todos os que venham!

"Quem abandona a luta não poderá nunca saborear o gosto de uma vitória."
(Pensamento hassídico)

                      
Bom Fim de Semana :)

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Quem estiver por perto...

...e ajudar nunca é demais (para as vitimas do terramoto do Nepal) divulgo o post do  amigo aqui da blogesfera  C.N.Gil

Chop Suey

Pois é...
...os Chop Suey não tocam desde 2008 (houve uma brevíssima aparição num concerto de um clube motard onde nos reunimos mas com um baixista diferente...)
Desde 2008 que não estamos todos juntos na mesma sala!

Um dos vocalistas está nos Shakra (sobejamente conhecida banda de covers da capital e arredores), entretanto já deu a volta ao mundo a cantar em barcos de cruzeiro, teve uma estadia na Austrália, onde fez concertos com bandas locais, voltou...
O outro vocalista esteve em programas de televisão (um da RTP e outro da TVI), tem uma excelente banda de covers, os Shift, e uma banda de originais que está prestes a lançar o seu primeiro álbum, os Ossos do Ofício...
O baixista está em alguns projectos, um deles, os Muns Lunae, lança também um álbum de originais em breve e já tem concertos marcados pela Europa fora e pelos Estados Unidos,...
Um dos Guitarristas está numa banda de covers, também sobejamente conhecida, os Nuggyland, além de militar nos Fokker e nos XXL Blues...
...O baterista está nos XXL Blues e anda a ensaiar com afinco um retorno ao seu passado com uma banda de tributo à sua antiga banda de originais, os Alcoolemia, em que os membros originais (e que entretanto saíram da banda - Vocalista, Baterista e Guitarra solo - falta apenas o baixista que está em Inglaterra) se estão a juntar para fazer concertos de tributo aos primeiros dois álbuns...
...e eu, que assumi a voz dos XXL Blues!

Ou seja, a diferença entre XXL Blues e Chop Suey é a substituição do baixista e juntar um vocalista!

Acontece que, de uma maneira ou de outra, estamos todos cheios de saudades de subir para cima de um palco e tocarmos juntos.
10 anos volvidos do concerto na Igreja de Fernão Ferro, cujos proveitos foram para as vitimas do tsunami na Ásia, pensamos em fazer uma reunião comemorativa, no mesmo local, desta vez em favor de outra situação...
...para já pensamos nas vítimas do terramoto do Nepal!

Não está descartada a hipótese de fazermos algo para as instituições de cá (aliás, pode haver algo com a delegação do Seixal da Cruz Vermelha Portuguesa em breve), mas, ao contrario da calamidade que aconteceu cá - basicamente, a classe política Portuguesa, à qual devia acontecer a mesma coisa que aconteceu aos dirigentes da FIFA, uma vez que o principio é exactamente o mesmo - o que aconteceu lá não poderia ter sido evitado! Além disso, as casas e infra-estruturas não desapareceram porque algum banco se apoderou legalmente delas, desapareceram porque a terra abanou e já não existem!

A primeira situação tem remédio, assim o queiram as populações...

...a segunda é inevitável!

Mas entretanto, por problemas logisticos, é complicado arranjarmos o tempo e o "tempo" para os ensaios que seriam necessários para refazermos um reportório de duas horas de uma banda que não toca há sete anos.

No entanto, porque a vontade é muita, o concerto será de XXL Blues...

...com a participação especial dos Chop Suey!

A data ainda não está certa (estamos a tentar o primeiro fim-de-semana de Julho), mas será num domingo à tarde - o que é óptimo porque já sabemos que toda a gente refila que não se liga à cultura, enche o facebook com solidariedade e frases fofinhas e bonitas, são todos Charlie e cenas afins, mas depois não tem tempo para este tipo de coisas, uma vez que lhes rouba o tempo para estarem na praia (algo que, claro, é muito mais elevado do que qualquer evento cultural que seja feito com o objectivo de ajudar outro ser humano a sobreviver) - o que é bom porque à partida só teremos por lá alguns amigos e podemos fazer um concerto descontraído e para a bacorada (ou seja, vamos tocar para nós)!

Ainda assim, como há algumas pessoas que, tal como eu, acham a praia uma seca - prefiro passar o mesmo tempo em casa a olhar para a máquina de lavar a centrifugar, que acho muito mais interessante - ou até mesmo alguns, poucos, que acham que passar uma tarde a ouvir música ao vivo e ao mesmo tempo dar uma pequena ajuda a  pessoas que perderam o pouco que tinham, as suas casas, as suas famílias, pode ser mais interessante que mais uma tarde de praia, fica aqui o aviso/convite feito ainda sem data confirmada (e assim que estiver eu ponho aqui)!

E se alguém se quiser dar ao trabalho de divulgar a iniciativa, esteja à vontade...

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Assuntos do dia que não abrem telejornais 2


Já lá vai o tempo que os festivais da canção (nacional e eurovisão) eram o assunto do seguinte:

(Hoje, os assuntos do dia e seguintes, esmifrados até à exaustão são Futebol vs futebol + futebol + JJ + JL + Bola…
…ah! e também os bullying’s que agora são moda por cá!)

Mais uma vez Portugal, não passa à final do festival da eurovisão. Mais uma vez, fez-se representar por uma canção fraquita.

Fraquitas, foram também, as que desfilaram pela eliminatória de ontem (não vi a primeira) e cada concorrente que passava era sempre mais do mesmo!

De qualquer maneira, mesmo que nós lá levássemos o que de melhor se faz na música portuguesa, dificilmente passaria da pré-seleção! Quando os votos são por escolha do público através de chamadas telefónicas, é claro que cada um puxa a brasa à sardinha dos países vizinhos porque é também através deles que a brasa vem parar à nossa!

Ora, nós só temos como vizinhos a Espanha (nem sei se passou a eliminatória ou não) e sempre ouvi dizer que de lá não vêm “nem bons ventos nem bons casamentos”… e dos milhões de portugueses espalhados pelo mundo só poderiam votar os que estavam nos países em competição… e nesses o festival passou-lhes complemente ao lado!

E a nós por cá também!

Bom fim de semana aos blogueiros que vão dando o ar de sua graça por aqui :)

Assuntos do dia que não abrem telejornais 1

Pois, como os assaltos foram por justa causa não convém  andarem a dar ideias por aí…

“Aconteceu saber que hoje, dia 21 de Maio de 2015, um homem da Brandoa foi presente num certo tribunal da Grande Lisboa para 1º interrogatório judicial porque, depois de ter perdido o trabalho, perdeu também a casa e foi despejado. Ao ver-se na rua, fez três assaltos, armado com uma faca que trouxera da casa onde já não habita e, de seguida, entregou-se à polícia. Tendo confessado os crimes, pediu para ser preso, pois não tinha que comer nem onde dormir.

Esta é a história que não abriu os telejornais de hoje, porque o país está melhor e os cofres estão cheios.”

Tirado: daqui



terça-feira, 19 de maio de 2015



O amor é os teus arrepios na minha pele
e as minhas mãos a aquecerem-me o corpo,
percorrendo o teu,
parecendo desejo.

O amor é os teus desejos na minha mente
e os meus gestos a fazerem o que eu quero,
fazendo o que queres,
parecendo coincidência.

O amor é, por coincidência simples,
a minha vida a tomar um rumo certo
acompanhando a tua,
parecendo isso mesmo.

Isso mesmo:
o amor é um e outro, e é um no outro.

(Sérgio Lizardo)


quarta-feira, 13 de maio de 2015

A vida é curta. Não tem ensaios. Quando demos por isso já passou. Perdemo-nos nos dias mortos em busca dos dias livres. Chateamo-nos com o que é de relativa importância. Travamos guerras insustentáveis. E um dia percebemos que nada disto faz sentido. Que é tudo tão breve e de relativa importância. Que poderíamos fazer tanto mais da vida que temos. Se não existisse o medo, a insegurança e as dúvidas que nos assolam.

Quando queres, diz! Faz! Pede!

A resposta foi "não"? E então?

É que também pode ser "sim". E ganhas um mundo novo.

(Rita Leston in - Gosto de ti e então?)


terça-feira, 5 de maio de 2015

"gostava imenso de assinar, mas os 260€ do salário fazem-me tanta falta"



O titulo deste post é da autora do texto abaixo que demonstra de uma forma bem clara a escravidão que se vive neste país...
...e se não fizermos nada dentro de  pouco tempo vamos ter de pagar para trabalhar!!! 

"Sobre os abusos permanentes aos trabalhadores dos hipermercados CONTINENTE / por trabalhadora abusada  

Os hipermercados são um lugar horrível: cínico, falso, cruel. À entrada, os consumidores limpam a sua má consciência reciclando rolhas e pilhas velhas, ou doando qualquer coisa ao sos hepatite, ao banco alimentar ou ao pirilampo mágico. Dentro da área de consumo, cai a máscara de humanidade do hipermercado: entra-se no coração do capitalismo selvagem. O consumidor, totalmente abandonado a si próprio (é mais fácil de encontrar uma agulha num palheiro do que um funcionário que lhe saiba dar 2 ou 3 informações sobre um mesmo produto), raramente tem à disposição mercadorias que, apesar do encanto do seu embrulho, não dependam da exploração laboral, da contaminação dos ecossistemas ou de paisagens inutilmente destruídas. Fora do hipermercado, os produtores são barbaramente abusados pelo Continente (basta que não pertençam a uma multinacional da agro-indústria), que os asfixia até à morte e, quando há um produtor que deixa de suportar as impossíveis exigências que lhe são impostas, aparece outro que definhará igualmente, até encontrar o mesmo fim. Finalmente, nas caixas do hipermercado, para servir o consumidor como escravos idênticos aos que fabricaram os artigos comprados, estamos nós.

O hipermercado está portanto no centro da miséria que se vive hoje no mundo. O consumidor, o produtor e nós temos uma missão comum: contribuir para que os homens mais ricos do planeta fiquem cada vez mais ricos – contribuir para que a riqueza se concentre como nunca antes na história. Se somos todos diariamente roubados e abusados, é por este mesmo e único motivo.

Vou-vos relatar apenas a minha banal experiência diária (sem pontos de exclamação já que o escândalo é comum a qualquer um dos tópicos que irei descrever). Espero que sirva de alguma coisa, apesar de saber que ninguém se incomodará muito com ela. Afinal, é a mesma selva que está já em todo o lado.

1 – salário
Trabalho 20h semanais em troca de 260€ mensais, o que dá pouco mais de 3€ por hora. Que isto se possa pagar a alguém em 2015 devia ser motivo de vergonha para um país inteiro. Que seja um milionário a pagar-me esta esmola devia dar pena de prisão efectiva.

2 – precariedade
Já vou no terceiro ‘contrato’ de seis meses e ainda não passei a efectiva. Quando chegar a altura em que poderei finalmente entrar para o quadro, serei dispensada como tantas outras. A explicação para a quebra brutal na natalidade está encontrada: afinal, alguém consegue ter filhos nestas condições?

3 – trabalho não remunerado fora do horário de trabalho
Se o futuro é uma incógnita, o presente é sempre igual: todos os dias, sem excepção, trabalho horas extra grátis que me são impostas. O meu horário de saída é às 15h mas, depois dessa hora, ainda tenho para executar várias tarefas obrigatórias, que me levam entre 15 a 20 minutos diários, como arrumar os cestos das compras e os artigos que os clientes deixam ficar na caixa ou guardar o dinheiro no cofre. No quase ano e meio que levo a trabalhar no Continente, devo ter saído uns 5 dias, no total, à hora certa. E já cheguei a sair uma hora e meia depois das 15h, apesar de os meus superiores saberem muito bem que dali ainda vou para outro trabalho e de, por isso, eu ter sempre imensa pressa para não me atrasar.

4 – trabalho em dias de folga
Para perpetuar a falta de funcionários na loja, obriga-se aqueles que lá estão a trabalharem pelos que fazem falta, oferecendo assim todos os meses algumas horas do seu tempo de vida e de descanso ao patrão, que deste modo poupa no número de salários a pagar. Mais absurdo: num dia em que esteja de folga, posso ser convocada para ir à loja para fazer inventário. Sou obrigada a ir, apesar de estar na minha folga, e apenas posso faltar mediante justificação médica. E, como se não bastasse, até já aconteceu eu ser avisada no próprio dia da folga.

5 – cada segundo de exploração conta
Neste ano e meio, cheguei uma única vez 5 minutos atrasada e a minha superior foi logo bruta e agressiva comigo, tendo-me gritado e agarrado pelo braço, apesar de supostamente haver uma tolerância para se chegar até 15 minutos atrasada. Nunca mais voltei a atrasar-me. Nem 10 segundos. (Já sair pelo menos 15 minutos mais tarde do que a hora prevista, isso é todos os dias.)

6 – formatação do corpo
Relativamente à aparência física, devemos formatá-la meticulosamente, ao gosto sexista do patrão. Na loja onde trabalho, várias colegas tiveram por isso de eliminar os seus pírcingues, apagar também a cor das unhas (lá só é admitido o vermelho) e uma até teve de mudar de penteado. O patrão quer que nos apresentemos como autênticas bonecas. Faz lembrar os escravos que eram levados para as Américas, a quem se retiravam as suas marcas corporais para serem explorados sem outra identidade que a de escravos (seres humanos transformados em mercadorias).

7 – pausa para comer/urinar/descansar é crime
Mas o pior de tudo é mesmo o que acontece durante o tempo de trabalho. Os meus superiores querem que eu esteja as 4 horas sentada a render o máximo que é humanamente possível, por isso, dificultam ao máximo as minhas pausas – que são legais e demoraram séculos a conquistar – para ir comer qualquer coisa ou ir simplesmente à casa de banho. A única coisa que me autorizam a levar para junto de mim, no meu posto de trabalho na caixa, é uma garrafinha de água previamente selada e nada mais. De resto, o que levar para comer e beber (sumos e iogurtes líquidos não podem ir comigo para a caixa) tenho que deixar no Posto de Informações e só tenho acesso quando da caixa telefono para lá. Normalmente, no Posto, fazem que se esquecem desses pedidos, passando uma eternidade até eu finalmente conseguir ir comer. E, quando a muito custo lá consigo obter autorização para ir comer, sou pressionada para ser ultra rápida, pelo que em vez de mastigar estou mais habituada a engasgar-me. O mesmo acontece com as idas à casa de banho, sempre altamente dificultadas.

8 – gerem-nos como se fôssemos animais
Há uns tempos, uma colega sentiu-se mal quando estava na caixa, fartou-se de pedir licença para ir à casa de banho, mas foi obrigada como de costume a esperar tanto, tanto que lá se vomitou, quase em cima de um cliente.

Não se calem e denunciem todos os abusos nas redes sociais e nos blogs.

(gostava imenso de assinar, mas os 260€ do salário fazem-me tanta falta)"


domingo, 3 de maio de 2015

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Homenageando Ayrton Senna

Depois dele perdi totalmente o meu gosto (fanático)  pela F1....e já se passaram 21 anos desse fatídico 1º de Maio que jamais esquecerei! 

"Não importa o que você seja, quem você seja, ou que deseja na vida, a ousadia em ser diferente reflecte na sua personalidade, no seu carácter, naquilo que você é. E é assim que as pessoas lembrarão de você um dia."
(Ayrton Senna)