segunda-feira, 28 de março de 2016

Apetecia-me ser transparente. Que me lesses a mente. Que soubesses exactamente aquilo que que me percorre a ideia. Que adivinhasses o meu querer. Que me conhecesses de cor a vontade. Que olhasses os meus olhos e lesses o que nem eu leio.

Apetecia-me que me virasses o mundo do avesso. Que me desconcertasses os dias planos. Que me baralhasses prioridades. Que me roubasses o chão. Que me fizesses pensar pela dúvida. Corar pela indefinição. Sorrir pela antecipação.

Apetecia-me o mundo ao contrário. 
Ou, quem sabe, afinal do lado certo.
(Rita Leston)


sexta-feira, 25 de março de 2016

Uma Páscoa...

...muito FELIZ é o que desejo a todos os que passam por aqui. 

kisses achocolatados :) 

quarta-feira, 23 de março de 2016

Plantar um bosque na alma, e curtir a sombra, o vento, as crianças, o sossego. 
Não precisam ser reais. 
Eu até acho que a realidade não existe: 
existe o que nós criamos, sentimos, vemos ou simplesmente imaginamos.

(Lya Luft)



terça-feira, 22 de março de 2016

:(((((( Doi-me a alma…

…por cada ser humano que perde a vida, em atentados hediondos  que vão para lá da minha compreensão…

…e  doí-me mais ainda, por constatar que há pessoas e que há os "outros"! 



Partilho de cada palavra nesta carta de  Marisa Matias

"CARTA DE BRUXELAS 

Escrevo de Bruxelas, onde hoje ocorreram atentados terroristas hediondos. Perdoem-me a crueza das palavras, mas escrevo de Bruxelas como tenho escrito de tantos lugares onde todos os dias morrem pessoas vítimas do terrorismo. Sim, todos os dias morrem pessoas vítimas de terrorismo. E, sim, tenho estado e tenho escrito de muitos desses sítios. 

Ainda no Domingo estava em Piréus, na Grécia, onde continuavam a chegar refugiados que fugiam do terrorismo e da guerra. Nesse Domingo morreram quatro crianças. Ainda há duas semanas outro destes hediondos atentados aconteceu em Bagdad, ninguém deu por isso. 

Hoje foi diferente? Foi. Não o nego. Como foi diferente Paris. Mas a única diferença é ter sido em lugares onde estão pessoas que amo. Precisamos desesperadamente que elas nos digam que estão bem para aliviar o coração. Estava a sair de casa para uma reunião e precisei de saber com urgência se “os meus” estavam bem. Se a E. ainda estava em casa ou já estava no aeroporto com os miúdos, se as restantes estavam bem, se os meus amigos estavam bem. O M. usou um grupo privado do facebook para comunicarmos e assim fomos fazendo ao longo do dia. Foi também diferente porque recebi mensagens dos que amo e que estão em casa, esse imenso e enorme conforto que é sabermos que gostam de nós. 

Mas não quero ser hipócrita, de cada vez que estou num lugar onde vejo morrer ou ouço falar de mortes de quem tudo perdeu, incluindo os seus, penso que também têm pessoas a quem fazem falta, também têm vida, também estavam a tentar fazer a sua vida normal até ser completamente destruída. 

Estou cansada do tratamento desigual. Estou farta de sermos mais importantes do que os outros. Estes atentados não estão a acontecer só em cidades europeias. Há um mundo inteiro que está a ser apagado da fotografia e nós não podemos deixar que isso aconteça. De cada vez que deixamos vai-se um bocadinho mais da nossa humanidade. 

A meio da manhã saí para ir comprar comida para podermos juntar-nos todos em casa. À tarde voltei ao Parlamento. A cidade quase deserta, as poucas pessoas cabisbaixas e um arsenal de segurança e armamento a toda a volta. 

Ouvir os líderes europeus é já quase um acto de desespero. É feio usar a morte aleatória e insuportável de pessoas como nós – sejam de Bruxelas, de Bagdad ou de Beirute – para acicatar o medo, para alimentar a xenofobia, para defender uma suposta superioridade. Mistura-se terrorismo com imigração e com refugiados. Fazem de nós parvos, dizem que a resposta está numa sociedade ainda mais vigiada e ainda mais securitária. Foi isso que fizeram nos últimos anos e não evitaram um único atentado. Estou farta de que finjam que não percebem o monstro que estão a alimentar. 

O comportamento recente das grandes potências mundiais face ao terrorismo é de uma dualidade atroz. Quando acontece uma tragédia como estas dizem sempre que vamos estar todos unidos no combate. Mentira, continuaremos separados. Continuaremos de olhos fechados aos milhões que alguns países lucram com o armamento, às medalhas de honra e outros prémios a príncipes sauditas, a acordos vergonhosos com líderes que continuam a fazer jogo duplo e a alimentar o terrorismo, à compra de crude extraído nos poços ocupados pelos terroristas porque o negócio vale a pena. O terrorismo não tem fronteiras, mas só existe e se expande porque está bem de saúde em termos financeiros. 

Hoje em Bruxelas a solidariedade que os líderes europeus teimam em liquidar fez-se sentir nas pessoas, nos taxistas que disponibilizaram gratuitamente os táxis para quem precisou, nas mensagens, nas pessoas que correram para acudir aos feridos, nas pessoas que começaram a encher o chão de mensagens escritas a giz. 

Continuar a jogar o jogo do medo nada fará para terminar com o terrorismo. É do medo que ele se alimenta. Não é de uma guerra de civilizações que estamos a falar. E, sim, repudio este ataque em Bruxelas e dói-me cada uma das mortes." 


segunda-feira, 21 de março de 2016

Abraça-me


Quero ouvir o vento que vem da tua pele, e ver o sol nascer do intenso calor dos nossos corpos. Quando me perfumo assim, em ti, nada existe a não ser este relâmpago feliz, esta maçã azul que foi colhida na palidez de todos os caminhos, e que ambos mordemos para provar o sabor que tem a carne incandescente das estrelas. 
Abraça-me. Veste o meu corpo de ti, para que em ti eu possa buscar o sentido dos sentidos, o sentido da vida. Procura-me com os teus antigos braços de criança, para desamarrar em mim a eternidade, essa soma formidável de todos os momentos livres que a um e a outro pertenceram. 
Abraça-me. Quero morrer de ti em mim, espantado de amor. Dá-me a beber, antes, a água dos teus beijos, para que possa levá-la comigo e oferecê-la aos astros pequeninos. 
Só essa água fará reconhecer o mais profundo, o mais intenso amor do universo, e eu quero que delem fiquem a saber até as estrelas mais antigas e brilhantes. 
Abraça-me. Uma vez só. Uma vez mais. 
Uma vez que nem sei se tu existes. 
(Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum' )


sábado, 19 de março de 2016

FELIZ DIA DO PAI...

...a todos os Pais do mundo :)


Pai, 
tenho saudades, das histórias que nos contavas nos serões passados à lareira, numa altura em que a televisão não roubava esses momentos …

Tenho saudades, das tardes de verão passadas no rio em que nos punhas nas tuas costas para nos ensinares a nadar…

Tenho saudades, do barco que construístes e nos levastes para o rio para nos ensinares a remar…

Tenho saudades, de quando nos levavas para o alto da montanha e nos mostravas lá ao longe o comboio a passar…

Tenho saudades, quando nos sentavas no teu colo enquanto conduzias o trator e dizias que éramos nós que estávamos a conduzi-lo…

Tenho saudades dos momentos em que nos fazias rir…e também daqueles (poucos) em que nos fizestes chorar…

Mas tenho, sobretudo, SAUDADES de ti, PAI!

FELIZ DIA DO PAI aí pelo Universo…
BeijoMolhado




quinta-feira, 17 de março de 2016

Eu quero...

...uma para mim :)

"A máquina de lavar tem o tamanho de um sabonete e funciona a partir de uma tecnologia ultrassom.
À primeira vista, parece um sabonete igual a todos os outros mas este ‘gadget’, criado pela empresária alemã Lena Solis, é muito mais do que isso. 
Conhecido por Dolfi, este aparelho funciona como uma máquina de lavar roupa minúscula e que pode ser levada para todo o lado. 
A ideia surgiu depois de Lena ter passado por vários episódios desagradáveis em lavandarias enquanto viajava, querendo criar algo que não a fizesse depender destes serviços.
Produzido com uma tecnologia ultrassom para limpar tecidos, esta máquina de lavar portátil permite lavar qualquer tipo de roupa, quando e onde uma pessoa quiser. 
O seu funcionamento também é bastante simples: basta arranjar um lavatório, uma tomada e um bocado de sabão. Em 30 minutos, a mini máquina faz a sua magia. 
Além disso, a Dolfi é muito mais silenciosa do que as máquinas de lavar convencionais, portanto, as horas indicadas para lavar a roupa deixam de ser um problema"

segunda-feira, 14 de março de 2016

Hoje o Céu ficou mais Feliz...

 ...e nós imensamente tristes com a partida deste Grande Senhor da Cultura Portuguesa!

:(

R.I.P Nicolau Breyner 



sexta-feira, 11 de março de 2016

"Antes de os relógios existirem, todos tinham tempo. Hoje, todos têm relógios"
(Eno Theodoro Wanke)


 

quinta-feira, 10 de março de 2016

David Garrett - AIR (Johann Sebastian Bach)

;
"Se eu vir aquela árvore como toda a gente a vê, não tenho nada a dizer sobre aquela árvore. Não vi aquela árvore. É quando a árvore desencadeia em mim uma série conexa de emoções que a vejo diferente e justa. E na proporção em que essas ideias e emoções forem aceitáveis a toda a gente, e não só individuais, a árvore será A Árvore."

Álvaro de Campos (Heterónimo de Fernando Pessoa)



terça-feira, 8 de março de 2016

Sou Maria. E sou capaz. Sou capaz de amar depois das trevas. Sou capaz de continuar a amar sem barreiras, mesmo depois de me ter esfacelado num amor impróprio. Sou capaz de amar sem medos de todas as poucas vezes que me entrego. Sou capaz de acreditar que voltarei a ser feliz. Sou capaz de ir à luta por mim. Sempre!
Sou Maria. E sou capaz. Sou capaz de me levantar de todas as vezes que caio. De me equilibrar sempre que tropeço. Sou capaz de fazer malabarismos com problemas e encestar soluções. Sou capaz de ser forte mesmo quando me penso fraca. De erguer a cabeça e olhar o mundo de frente. Sempre!
Sou Maria. E sou capaz. Capaz de dar um ombro quando me apetecia ter o colo. De engolir o choro para roubar as lágrimas a quem gosto. De apertar num abraço o outro, quando sou eu que me desfaço aos poucos. De ajudar a levantar, quando sou eu que estou sentada no chão. Sempre!
Sou Maria. E sou capaz. Sou capaz de sonhar novos sonhos, quando os antigos viram pesadelos. Sou capaz de inventar um sorriso e enfrentar os meus medos. Sempre!
Sou Maria. E sou capaz.
Capaz de viver.
Sempre.
(Rita Leston)


Hoje...

... é o nosso dia, por isso...