sábado, 8 de março de 2014

E porque hoje é o dia Internacional da Mulher

UM BRINDE À MULHER COM CLASSE 
A classe de uma mulher mede-se pela forma como pratica sexo oral Isso mesmo: a classe de uma mulher mede-se pela forma como pratica sexo oral. E sim: a mulher com classe pratica sexo oral. Pratica com prazer, com loucura, com dedicação até. Mas a mulher com classe consegue fazer fellatio como se estivesse a caminhar sobre a mais vermelha e glamorosa das passadeiras. A mulher com classe faz do fellatio uma festa de sentidos, sim. Mas uma festa de sentidos que poderia aparecer na capa da Lux ou da Caras. A mulher com classe vê no fellatio aquilo que ele é: um acto de amor. E ter o sexo ou os lábios de quem ama na boca é exactamente o mesmo: um acto de amor. E é isso – essa capacidade de amar para além dos gestos, dos sentidos, dos preconceitos, das peles- que é amoroso.
Não há como o esconder – nem sequer entendo porque raios haveria de o esconder: já tive muitas mulheres. Como tão bem canta Martinho da Vila: “Já tive mulheres de todas as cores/De várias idades, de muitos amores/Com umas até certo tempo fiquei/Prá outras apenas um pouco me dei.” Mulheres. Mulheres. Todas diferentes. Todas deliciosamente diferentes. Todas absolutamente mulheres. E aquelas que absolutamente mais classe tinham foram aquelas que, sem pensar um momento que fosse, me amaram de sexo. Sem fronteiras. Aquelas que sem perder um segundo que fosse a reflectir se deviam ou não fazê-lo, se era precipitado ou não fazê-lo, mergulharam no sexo oral como se o sexo oral mais não fosse do que uma extensão do prazer – como um beijo ou um abraço. E é. Para uma mulher com classe o sexo oral é como o sexo normal ou brutal ou outras coisas que tal: amor. E é isso, fazer amor e não encontrar em peles que se suam e se agarram e se tocam e se lambem nada mais do que amor a fazer-se, aquilo que faz de uma mulher com classe uma mulher com classe. Eu tive algumas. E foi um prazer, com elas, perceber que um fellatio é amor. E amar aquele amor e o amor que cada uma delas, das mulheres com classe, colocou no amor que me dava. Porque o amor verdadeiro tem de ser um amor com classe. Um amor de todas as classes.
Há mulheres que acreditam que não devem fazer sexo oral. Porque fica mal, porque é a prova de que são meretrizes sem ponta de dignidade, porque o homem pode pensar coisas terríveis delas. Porque. Há mulheres que se incutem, até, nojo de o fazer. Iarrrrrc! Essas são as mulheres que acreditam que a classe se compra, que a dignidade se mascara, que a pureza se suja. Mas não. A classe não se compra, a dignidade não se mascara. Muito menos a pureza se suja. A pureza de alguém não é aquilo que faz – mas sim aquilo que sente quando faz o que faz. E uma mulher que pratica um fellatio com o mesmo carinho com que acarinha uma pele, com a mesma ternura com que embala um berço, é a mulher mais pura do mundo, a mulher que vai à procura do que a faz feliz e do que faz feliz quem ama (e a ama). E encontra. A mulher com classe – mais do que uma mulher com classe – é uma mulher feliz. Uma mulher que esquece do que não pode ser, do que não deve ser. E faz aquilo que tem de ser. Aquilo que só pode ser. Aquilo que amar só pode ser. É assim que és?
É pela forma como pratica sexo oral que uma mulher te merece ou não. Mas não porque o faz melhor ou pior – muito menos porque te dá mais ou menos prazer. É pela forma como pratica (como te pratica) sexo oral que uma mulher te merece ou não porque é nesses instantes que – se olhares para o que não se vê, se esqueceres a pele e a boca e os lábios e te concentrares nos olhos que olham e nos gestos que envolvem – uma mulher que te ama te mostra, em plenitude, que tem classe. E que, para ela oferecer-te um fellatio é tão digno como oferecer-te um Rolex ou um perfume Chanel.
Mais ainda: para a mulher com classe, oferecer-te um fellatio é oferecer-lhe um fellatio. Oferecer-se um fellatio. Porque, quando se ama, não existe dar e receber. Amar é uma dádiva dos dois lados de dar e receber. Não existe dar amor – como não existe dar um fellatio. O que se dá no amor é exactamente, sem tirar nem pôr, o que se recebe no amor. E isso sim é classe.
(Pedro Chagas Freitas – in “Eu Sou Deus”)

1 comentário:

  1. Muito bem!
    Tendo em concordar com o senhor Chagas.
    E acrescentaria que o mesmo servirá para o sexo anal!
    Uma mulher que recebe no cú um caralho bem teso e disso retira prazer, é sublime...
    (não é?)

    ;)
    Jinhos

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